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sexta-feira, 17 de agosto de 2012

AquiPE completa 4 anos

O jornal mais popular de Pernambuco completou quatro anos no último sábado (11/08). Informando os pernambucanos com as principais notícias do Brasil e do mundo desde 2008, o periódico se destaca pelo dinamismo das manchetes e por ser acessível à população de baixa renda, custando apenas R$ 0,25.

O jornal sempre traz as denúncias das comunidades e mostra que é a voz do povo no jornalismo impresso. A equipe que trabalha no AquiPE atua em parceria com a equipe que faz o Diario de Pernambuco, jornal que pertence ao Grupo Diários Associados, mesmo Grupo que dirige o AquiPE e que mantém um seleto grupo midiático com emissoras de rádio, tevê e jornais pelo Brasil.

Há quatro anos o jornal está presente na mídia pernambucana

A história do AquiPE começou a ser desenhada em agosto de 2008 pelo então editor do jornal, Humberto Santos, que telefonou para o jornalista Wagner Oliveira no final da manhã do sábado, dia 9 de agosto de 2008. Os dois estavam planejando montar a primeira e histórica edição do AquiPE, mas precisavam de uma manchete diferente e criativa para chamar a atenção do leitor e publicar a primeira capa do jornal. Foi então que, após vários telefonemas de diversas fontes, a redação do periódico se reuniu e resolveu escolher a reportagem de capa da primeira edição, que era intitulada "Procura-se defunto assassino".

Era a primeira matéria do produto popular dos Diários Associados de Pernambuco. A reportagem gerou grande repercussão no Recife. E assim aconteceu. No dia 11 de agosto de 2008, segunda-feira, a primeira edição do jornal que chegou para ficar já estava nas ruas. A manchete tratava de um criminoso foragido da polícia que criou uma farsa junto com seus comparsas para escapar de responder na justiça pelos crimes que cometeu. O objetivo era fazer com que todos acreditassem que ele havia morrido, mas a farsa não durou muito tempo.

O AquiPE chegou em Pernambuco com uma proposta totalmente diferente e inovadora, e o que o diferencia dos demais jornais é a linguagem popular com que são tratadas as reportagens e o jeito mais dinâmico e menos formal de fazer jornalismo impresso. Com apenas quatro anos de história, o jornal já é campeão de vendas no Grande Recife e registrou, só nesse ano, um aumento de 16,82% nas vendas.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Busólogos e a paixão por ônibus

Muita gente cultiva uma certa paixão por automóveis ou motos. Mas existem pessoas que gostam de ônibus, até mesmo de ônibus antigos. A palavra "busólogo" ainda é pouco conhecida no Brasil e deriva do termo "busologia" e significa a atividade, geralmente praticada como hobbie do estudo do ônibus e dos assuntos relacionados a este tipo de transporte, que aos poucos vem ganhando adeptos. São pessoas apaixonadas por esses veículos e que guardam fotos, miniaturas e até mantêm sites na internet que abordam o tema. Alguns busólogos nem compram carro, preferem se deslocar de ônibus. Depois de meses pesquisando na internet, listei abaixo algumas empresas de ônibus que operam na Região Metropolitana do Recife. Vale lembrar que os ônibus de 1° andar e os ônibus elétricos circulavam no Recife até meados dos anos 90.


Viação Mirim Ltda

História

A Mirim é uma empresa operadora de transporte de passageiros do Grande Recife situada no bairro do Totó, Zona Sul do Recife, próximo à divisa com o município de Jaboatão dos Guararapes/PE. Entretanto, poucas informações estão disponíveis na internet acerca da história desta empresa. A Mirim tem como objetivo alcançar a excelência no transporte de passageiros, e busca atender a satisfação de seus clientes por meio de um atendimento diferenciado. Recentemente a Mirim adquiriu novos veículos modelo Marcopolo Torino OF-1722 para integrar sua frota.


Borborema

A segunda empresa de ônibus que vou listar será a Borborema (Imperial Borborema Ltda.). Utilizo os ônibus desta empresa às vezes e tenho uma certa paixão por seus ônibus, pois desde pequeno gostava de andar neles. Na minha infância quando eu ia para a escola me recordo da época em que criança desacompanhada até os 12 anos não pagava passagem. Lembro-me que alguns veículos eram antigos, soltavam bastante fumaça, cheiravam a óleo e faziam um barulho horrível com o motor. Para mim não importa se o ônibus é novo ou não, pois quanto mais velho, mais relíquia ele é. E mais história ele tem.
 
História

Fundada na década de 50 pelo S.r Arthur Bruno Schwambach, a Borborema possui atualmente uma frota de 420 veículos, que transportam cerca de 300.000 passageiros em dias úteis, em 52 linhas em diversos bairros da Região Metropolitana do Recife, principalmente na Zona Sul, em Boa Viagem, onde a empresa tem 100% de atuação. O diferencial desta empresa é o transporte opcional, realizado em alguns veículos que contam com ar condicionado e poltronas reclináveis e confortáveis e que fazem o transporte para diversos bairros de Recife e Jaboatão. O valor do serviço pesa no preço da passagem, que é mais cara do que o valor comum, a tarifa do anel "A", cobrada nos ônibus convencionais.

Frota de veículos da empresa Borborema na década de 90
A empresa abrange os municípios de Recife, Olinda, Moreno e Jaboatão, incluindo linhas alimentadoras e perimetrais do Sistema Estrutural Integrado (SEI), além de possuir linhas intermunicipais, como Recife/Chã de Alegria, Recife/Cumaru, Recife/Vitória e Recife/Palmares.

Expresso Vera Cruz

A terceira empresa de ônibus que venho destacar é a Expresso Vera Cruz Ltda. Esta empresa de ônibus possui algumas linhas que passam perto de minha casa, e sempre que passo pela avenida Sul não é difícil ver algum de seus ônibus passando. Opera linhas que ligam o subúrbio à cidade (Zona Sul do Recife ao Centro), e sua sede está localizada às margens da BR-101, em Prazeres, Jaboatão dos Guararapes/PE. Recentemente, em 2010, renovou sua frota e adquiriu dezenas de veículos novos modelo torino G7, todos com porta central e adaptados para o transporte de cadeirantes e deficientes visuais.

Modelo torino G7 Marcopolo adquirido recentemente pela Vera Cruz

História

A Vera Cruz foi fundada em 01 de junho de 1969, por Maurício Clemente da Silva, Terezinha de Jesus Brito Figueiredo e Clemente José da Silva. Depois, o empresário Cristóvão Cavalcante Moreira, juntamente com seu sócio, João Tude de Melo Neto, assumiram a empresa em 04 de junho de 1975. Nessa época, a empresa contava com 108 funcionários, 24 veículos e operava apenas uma linha: Cajueiro Seco.

Um dos ônibus da Vera Cruz na década de 1980

Linha de ônibus Vila do Ipsep

Empresa Metropolitana Ltda.

História


A história dessa empresa começa no ano de 1975. Inicialmente, se chamou Expresso Metropolitano e atuava em apenas 2 linhas com 17 ônibus. Na metade dos anos 70 e início dos anos 80 inicia um processo de expansão, adquirindo pequenas empresas de transporte. A empresa se preocupa com o bem-estar dos passageiros e com o treinamento de sua equipe, e por isso sempre investiu em qualificação gerencial. Tanta dedicação fizeram com que a Metropolitana conquistasse a certificação ISO 14001:2008, um reconhecimento ao comprometimento da empresa com o meio ambiente. Atualmente a Metropolitana conta com 300 ônibus, 1338 funcionários e transporta mais de 4 milhões de passageiros por mês. Sediada em Sucupira, Jaboatão dos Guararapes - PE, a empresa opera 39 linhas de ônibus neste município e em Recife.



Rodoviária Caxangá



Um dos primeiros modelos de ônibus adquiridos pela Caxangá





História

Atuando há 18 anos no transporte público de Recife e Olinda, a Rodoviária Caxangá construiu sua sede própria em 1995, em Olinda. Em 2005, a empresa incorpora a Rodoviária Tamará, que também operava no transporte coletivo urbano. Em setembro de 2006, a empresa é comprada pela Metropolitana e passa a receber investimentos e melhorias que visam atender às expectativas dos usuários.




Frota atual de ônibus da Rodoviária Caxangá

Viação São Judas Tadeu (SJT)

História

A história dessa empresa começa lá nos longíquos primeiros anos da década de 1950. O empresário José Faustino dos Santos, foi quem inaugurou a primeira empresa de ônibus da Região Metropolitana a fazer o percurso do Cabo de Santo Agostinho até Recife, na época com dois veículos e que fazia apenas uma viagem por dia. Católico e devoto de São Judas Tadeu, o empresário decidiu registrar o nome da empresa com o nome do santo, além dos ônibus que são pintados com as cores vermelha e verde sobre branco, mesmas cores da roupa de São Judas na Igreja Católica.

Mantendo um forte vínculo com a comunidade local, ou seja, com os moradores do Cabo, essa é uma das poucas empresas de Pernambuco com esse perfil, além da Itamaracá Transportes, localizada em Abreu e Lima. Isso porque a São Judas sempre se preocupou com a prestação de serviços à população do Cabo de Santo Agostinho. Em certa época, a empresa até chegou a oferecer transporte de graça para estudantes universitários de baixa renda, que estudavam no Recife e que não tinham condições de pagar pelo transporte até a cidade. Hoje, a empresa pertence aos sócios José Faustino dos Santos Filho, Luis Carlos Caldas Valença e Maria Assunção Santos, viúva do fundador da empresa.

Ônibus da SJT que liga o Cabo ao Recife modelo Caio Alpha Ford B 1618

Um dos articulados da Volvo adquiridos recentemente da cidade de Curitiba pela empresa. No Recife esses veículos são conhecidos popularmente como "ônibus sanfona".

Terminal José Faustino dos Santos, uma homenagem ao fundador da SJT, primeira empresa de ônibus do Cabo a fazer o transporte até o Recife.  


Créditos das imagens: Reginaldo Alves, Diario de Pernambuco, Roberto Marinho, Paulo Roberto Mendes, Ailton Gomes, www.emetropolitana.com.br, Mailson Amâncio e Gutemberg Siqueira.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Ônibus elétricos do Recife deixaram saudades


Durante quatro décadas, os trolebus, popularmente conhecidos como ônibus elétricos, operavam na Região Metropolitana do Recife. Esse sistema de transporte trazia consigo vantagens, como a economia e o fato de não poluir o ar. Porém, às vezes também trazia dor de cabeça, quando algum veículo quebrava no caminho e impossibilitava o restante da frota de seguir viagem, já que os cabos de condução eram interligados. O cabo que ligava o veículo à rede elétrica muitas vezes caía, e o motorista tinha que sair do coletivo e consertar o problema.

Implantados no Recife na década de 1960, os trolebus eram uma novidade moderna e segura em termos de transporte público para a população naquela época. Serviam a treze bairros da capital pernambucana, entre eles Beberibe, Engenho do Meio, San Martin e Tejipió, no Grande Recife. Grande parte dos ônibus foi importada dos Estados Unidos. A partir da década de 80, os ônibus elétricos começaram a entrar em decadência no Recife. Faltava energia elétrica para alimentação dos coletivos, eles quebravam constantemente, a manutenção não era feita regularmente, e a frota de veículos começou a ficar sucateada.

Vídeo, abaixo, mostra a época em que os trólebus circulavam no Recife.



Não há dúvidas de que os trólebus sempre traziam um pouco da identidade recifense. Com a retirada definitiva deles no final da década de 90, foi priorizado o transporte com coletivos a diesel. Talvez eles foram retirados de circulação por conta da venda da  empresa que operava com esses veículos, a Companhia de Transportes Urbanos (CTU), comprada pela então Cidade do Recife Transportes (CRT), que integra o Grupo Metropolitana no segmento de transportes da Região Metropolitana do Recife.

Mas no Brasil os trólebus não tiveram um fim definitivo. Em São Paulo, o transporte com os coletivos movidos à energia elétrica é feito até hoje, seguindo o modelo também adotado em alguns países da Europa. Os passageiros aprovam esse tipo de transporte, visto que é mais leve que o metrô e não polui o ar, preservando a natureza. Nos últimos anos, o homem tem buscado soluções emergenciais para solucionar os problemas de mobilidade urbana nas grandes cidades e incentivar as pessoas a deixar o carro em casa e utilizar o transporte público.